Eduardo Lamers e Germana Vogt organizam a coletânea “Previdência Complementar: o papel transformador na inclusão e proteção social”, publicada pela ABRAPP em 2025. O livro reúne artigos que tratam da previdência complementar fechada como parte do sistema de proteção social, ao lado da previdência pública, e discute como governança, regulação e segurança jurídica influenciam a confiança no modelo. O material também abre espaço para temas que ganharam peso nos últimos anos, como ESG, tecnologia e uso de inteligência artificial na gestão. Para quem trabalha com fundos de pensão, política pública, regulação ou direito previdenciário, o anexo funciona como referência de consulta, com textos independentes e leitura por assunto.
Esta coletânea é um bom exemplo de conteúdo que não precisa de “notícia do dia” para ser útil. Ela organiza debates que já estão na mesa de quem atua com previdência complementar fechada, e coloca tudo num só lugar.
A ideia central é tratar o regime fechado como algo que vai além do cálculo financeiro. O livro reforça a função de proteção social, e também a relação com poupança de longo prazo e confiança institucional.
Um bloco forte do material está na governança e na supervisão. A discussão aparece ligada à proporcionalidade e a modelos de supervisão baseada em riscos, sempre com a tensão real entre segurança e eficiência.
Outro eixo recorrente é a agenda ESG e seu efeito sobre gestão e investimentos. O texto coloca sustentabilidade como tema estrutural, não como enfeite, e puxa a conversa para responsabilidade e escolhas de longo prazo.
Na frente jurídica, a coletânea entra em debates que costumam travar decisões na prática. Aparecem temas como interpretação do Tema 1224 do STJ, controvérsias sobre cisão de planos e implicações de migração entre planos, sempre com a preocupação de preservar segurança jurídica para participantes e patrocinadores.
O livro também aponta que a reforma tributária pode trazer impactos para entidades fechadas, e que isso exige atenção e adaptação. Aqui, a utilidade está menos em “prever o futuro” e mais em organizar as perguntas certas para o acompanhamento regulatório.
Quando o assunto vira inovação, o material discute tecnologia e governança assistida por inteligência artificial. A proposta é olhar IA como ferramenta de eficiência e inclusão, mas sem ignorar responsabilidade, direitos e equidade.
Para usar o anexo de um jeito prático, comece pelo sumário e escolha um tema por vez, governança, regulação, jurídico, ESG ou tecnologia. Leia um artigo, anote quais decisões ele ajuda a destravar, e só então avance para o próximo. Essa abordagem evita que a coletânea vire “PDF grande” que ninguém consulta quando precisa.






