Rafael Barbosa publicou no Poder360, em 25/11/2025, uma leitura sobre como a contribuição de MEIs, autônomos e pejotizados ganhou espaço na arrecadação da Previdência desde 2018, ao mesmo tempo em que a fatia ligada a empregados e empresas recuou. O texto usa dados da Receita Federal obtidos via Lei de Acesso à Informação pela Finance Consultoria e coloca o debate em números. A matéria ajuda a entender o que mudou na composição do financiamento previdenciário e por que essa mudança aparece no centro da discussão sobre pejotização.
A discussão sobre pejotização quase sempre chega com uma conclusão pronta, ou “destrói a Previdência” ou “não muda nada”. O texto do Poder360 tenta fazer outra coisa, mostrar como a arrecadação se comportou, quem está pagando mais e como a composição mudou nos últimos anos.
O ponto central é que a parcela vinda de MEIs e de contribuintes individuais cresceu entre 2018 e 2024, enquanto a fatia associada a empresas e empregados diminuiu. Em 2018, 72,2% das contribuições vieram de empresas e empregados, e 12,3% de MEIs e pagadores individuais. Em 2024, os percentuais foram 70,6% e 17,6%.
A matéria também traduz essa mudança em termos de PIB. Em 2018, a arrecadação previdenciária foi 5,96% do PIB, com 4,30% vindos de empregados e empresas e 0,73% de empreendedores. Em 2024, os formais ficaram em 4,03% e MEIs e pagadores individuais em 1,01%.
Quando o texto olha para valores, a ideia de “compensação” aparece com mais nitidez. Em 2024, empregados e empresas responderam por R$ 473,8 bilhões de um total de R$ 671,4 bilhões arrecadados. Já os empreendedores pagaram R$ 118,2 bilhões.
O artigo destaca que a arrecadação total cresceu de 2018 para 2024, mesmo com a queda na pandemia. Ao mesmo tempo, aponta que a Seguridade Social segue pressionada por fatores como envelhecimento populacional e a alta real do salário mínimo, além de outras variáveis como informalidade.
O texto abre espaço para o debate político e jurídico, citando críticas à pejotização e o contexto de análise do STF sobre o tema. Essa parte é útil porque mostra que, além da arrecadação em si, existe um choque de incentivos, custos de contratação para empresas, carga tributária relativa para trabalhadores e desenho de proteção social.
Como usar o anexo é bem simples. Primeiro, foque nos dois blocos comparativos, participação percentual e participação no PIB, porque eles explicam a mudança de composição sem ruído. Depois, vá para os valores e variações entre 2018 e 2024, já que ali você enxerga o tamanho relativo de cada base de contribuição. Por fim, leia a seção sobre STF e argumentos de atores públicos para entender por que esse assunto tende a continuar no centro da agenda.






